Economia Publicado em 23/11/2025 12:17 153 leituras totais 150 acessos únicos

Brasil tem potencial para liderar mercado global de Seguro Rural com uso de IA e dados climáticos

Por Fernanda Alves Fernanda Alves 2 comentários

O Brasil está prestes a dar um salto de qualidade no mercado de seguros agrícolas. Segundo a Editora Roncarati, a combinação da nova Resolução CNSP 485/2025 com o uso intensivo de Inteligência Artificial e dados climáticos cria um cenário único para que o país se torne referência mundial no setor.

A nova norma obriga as seguradoras a incorporarem critérios ambientais, sociais e climáticos (ESG) em suas análises de risco. Isso, somado à tecnologia de ponta, permite uma precificação muito mais justa e precisa das apólices. "Antes, o seguro era caro porque o risco era uma caixa preta. Hoje, com satélites e IA, sabemos exatamente qual talhão da fazenda tem risco de seca ou granizo", explica um especialista do setor.

Tecnologia Blindando a Safra

Startups brasileiras, as chamadas agrotechs, estão desenvolvendo modelos preditivos que cruzam dados históricos de clima, tipo de solo e manejo da cultura para prever perdas com meses de antecedência. Isso permite que o produtor rural não apenas contrate o seguro, mas adote medidas preventivas para salvar a lavoura.

O potencial é gigantesco. O Brasil é uma potência agrícola, mas apenas uma fração de sua área plantada é segurada. Com produtos mais modernos e acessíveis, a expectativa é que a área protegida dobre nos próximos cinco anos, trazendo mais estabilidade para o produtor e para a economia nacional.

Saiba mais sobre o futuro do seguro rural

Opinião dos colunistas

Helena Gomes Helena Gomes Economia
23/11/2025 23:00

Essa revolução no seguro rural é uma das notícias econômicas mais importantes do ano, embora passe despercebida por muita gente da cidade. O agronegócio é o motor do nosso PIB, mas é uma atividade de alto risco, exposta ao sol e à chuva. Quando o produtor perde a safra, não é só ele que perde; a inflação dos alimentos dispara e afeta o bolso de todo mundo.

A tecnologia trazendo seguros mais baratos e eficientes significa estabilidade. O produtor planta com mais segurança, investe mais em tecnologia e produtividade, sabendo que não vai quebrar se o clima virar. Isso gera um ciclo de prosperidade que chega até a gôndola do supermercado.

É o mercado financeiro e a tecnologia trabalhando a favor da economia real. Sem subsídios estatais pesados, mas com inteligência de dados e gestão de risco privada. É assim que o Brasil avança.

Laura Teixeira Laura Teixeira Ciência
23/11/2025 23:30

A integração de dados climáticos ao seguro rural é um passo inevitável diante da crise climática que vivemos. Eventos extremos estão se tornando o "novo normal", e a agricultura é a primeira vítima. A IA não vai impedir a seca ou a enchente, mas ela nos dá a ferramenta mais valiosa de todas: a previsibilidade.

O que acho fascinante é como isso força o setor a olhar para a sustentabilidade com olhos financeiros. A nova resolução do CNSP exige critérios ESG. Ou seja, quem desmata ou não cuida do solo vai pagar mais caro pelo seguro — ou nem vai conseguir contratar. O bolso vai doer.

Isso cria um incentivo econômico poderoso para a preservação ambiental. A tecnologia vai mostrar, com números frios, que a floresta em pé ajuda a regular o regime de chuvas da própria fazenda. É a ciência do clima entrando no balanço financeiro das empresas.

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