Brasil tem potencial para liderar mercado global de Seguro Rural com uso de IA e dados climáticos
Fernanda Alves
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O Brasil está prestes a dar um salto de qualidade no mercado de seguros agrícolas. Segundo a Editora Roncarati, a combinação da nova Resolução CNSP 485/2025 com o uso intensivo de Inteligência Artificial e dados climáticos cria um cenário único para que o país se torne referência mundial no setor.
A nova norma obriga as seguradoras a incorporarem critérios ambientais, sociais e climáticos (ESG) em suas análises de risco. Isso, somado à tecnologia de ponta, permite uma precificação muito mais justa e precisa das apólices. "Antes, o seguro era caro porque o risco era uma caixa preta. Hoje, com satélites e IA, sabemos exatamente qual talhão da fazenda tem risco de seca ou granizo", explica um especialista do setor.
Tecnologia Blindando a Safra
Startups brasileiras, as chamadas agrotechs, estão desenvolvendo modelos preditivos que cruzam dados históricos de clima, tipo de solo e manejo da cultura para prever perdas com meses de antecedência. Isso permite que o produtor rural não apenas contrate o seguro, mas adote medidas preventivas para salvar a lavoura.
O potencial é gigantesco. O Brasil é uma potência agrícola, mas apenas uma fração de sua área plantada é segurada. Com produtos mais modernos e acessíveis, a expectativa é que a área protegida dobre nos próximos cinco anos, trazendo mais estabilidade para o produtor e para a economia nacional.